Bem-Vindo

ao site da escola Karma Kagyu de Budismo Tibetano no Brasil. 

Morte e bardo

Brasilia, 2011

Professores Gelek e Tcheudar

Quando falamos da morte e seus estágios, nos referimos aos vários estágios chamados bardos, os quais vamos explicar.

Bardo quer dizer: entre duas, passagem ou intervalo. O bardo mais longo é o bardo da vida que fica entre o nascimento e a morte, neste bardo podemos experimentar outros bardos, por exemplo: o bardo dos sonhos e o bardo da meditação.

Todos os caminhos espirituais dizem que depois da vida tem uma vida. Nós budistas falamos muito sobre os detalhes. Do mesmo modo é na religião cristã quando se fala sobre céu e inferno. O princípio é o mesmo. Os ensinamentos cristãos são anteriores aos ensinamentos do carma, mas no quinto concilio eles foram retirados da Bíblia.

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Sattipatana – Consciência Plena

RETIRO DE CARNAVAL – São Roque

Professor Gelek

A ideia do “Sattipatana” é aumentar a consciência, em Inglês “awareness” ou a prática do “mindefulness”. Consciência plena seria dizer “ficar alerta”, mas não de uma maneira que nos deixa armados e sim estar com essa consciência do momento.

O importante durante os seminários, quando estudamos com as gravações ou com os vídeos, é entender a experiência atrás, a experiência é que faz a diferença. Sattipatana quer dizer ficar perto da consciência, ou seja, se aproximar é importante entender essa proximidade.

Gelek: Quando nós perdemos a proximidade do momento, da experiência do momento atual?

Aluno – Quando ficamos presos no passado.

Gelek – Sim, quando perdemos a proximidade ou o contato com a experiência do momento.

Aluno – Acho também que é quando entro no fluxo dos pensamentos, quando me perco em outra coisa e não estou presente no assunto atual.

Gelek – Podemos chamar a isso “pensamento discursivo”, quando os pensamentos entram em discurso e começamos a conversar com nós mesmos. Nos momentos desafiantes, quando alguém está nervoso nos provocando é importante ter sempre a mão uma alternativa.

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Manual Resumido de Lojong

Könchok Yenlak o 5° Sharmapa

Tradução original para o Inglês – Pamela Gayle White

Traduzido para o portugues e revisado por Carmen e Sabine, Arraial d´Ajuda 2011

Este curto manual de instruções do Lojong de autoria do 5° Sharmapa, Könchock Yenlak, contém o resumo das  raízes das conhecidas máximas , e , suficientes comentários e explicações. Lojong – “O Treinamento da Mente” em português, se tornou uma prática popular para os estudantes e praticantes do Budismo Mahayana. Numerosos comentários, ambos, clássicos e contemporâneos, estão disponíveis em vários idiomas. Este pequeno texto não tem o objetivo de substituí-los. Antes, é nosso desejo que ele seja o tipo de livro que possa ser levado em sua bolsa para ser usado como referência quando a inspiração te envolve. E também para ser utilizado como suporte durante seminários curtos e retiros de Lojong.

O texto original em Tibetano é dado como referência. Palavras e frases em parênteses foram adicionadas pelo tradutor.

Também incluímos uma breve introdução do autor sobre o comentário. Shamar Könchok Yenlak, se baseou no “Rosário de Ouro da Linhagem Kagyu” e outros textos. Teve a ajuda de Gen Lekshay Gyatso de Swayanbhu no Nepal.

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Prática e Ego

Bahia, 2011

Professores Gelek e Tcheudar

É importante que tenhamos o momento da prática como um momento privilegiado, um momento no qual vamos sentar e deixar de lado as preocupações, os assuntos do cotidiano, para podermos criar espaços. Tanto nos momentos de prática quanto nos momentos de retiro que fazemos, por exemplo, com Lhundrup ou com Gelek. Devemos usá-los para ver que realmente eles são privilegiados, são oportunidades em que podemos ultrapassar dificuldades, problemas do cotidiano. Se conseguirmos fazer isso, criar este espaço começamos a ter mais confiança na prática e no nosso caminho.

Na minha experiência há 30 anos quando comecei a praticar o Darma, era como se fosse uma lua de mel, isto no primeiro ano, e se você consegue realmente focar neste primeiro momento, você vai tocar em muitas coisas que depois vão te ajudar a prosseguir no caminho.

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Evolução do pensamento – Evolução da Religião

Bahia, 2011

Professor Gelek Dirk

Eu não posso falar sobre as outras religiões mais eu acho que as mudanças são necessárias, devem acontecer. O Buda ensinou para um povo específico nesta época no caso na Índia. Ele viajou por toda Índia até o Sri Lanka, em cada região o povo tinha outros pensamentos, outras crenças e costumes. Em cada lugar ele falou diferente, se adaptando, transmitindo a mesma mensagem para a população local, esta é uma das grandes qualidades do Buda.

Às vezes eram pessoas simples que faziam perguntas, então ele usava exemplos simples adequados para o conhecimento delas para que pudessem se desenvolver. Ouve um rapaz, que era pastor de búfalos, Buda usou o trabalho do rapaz que era de cuidar dos búfalos como exemplo para a meditação, e assim o rapaz pode entender rapidamente.  Do mesmo modo, pessoas com muito conhecimento, de educação esmerada também podiam entrar em outro nível de discussão com Buda, e da mesma maneira ele se utilizou de palavras adequadas para o entendimento deste tipo de pessoas.

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